Do it myself – A entrevista de Peter Volpi

Conhecendo o Pedro “Peter” Volpi há tempos, não dá pra negar que é visível a evolução que o skate dele teve ao longo dos anos. Quanto mais velho fica, mais dahora é seu rolê.

Entre rampas, ladeiras e bordas, ele vai andando e evoluindo. Tipo vinho, tá ligado? Mas na real, o papo aqui está mais para cerveja! Pegue a sua e leia a entrevista exclusiva:

Por muito tempo você acompanha/acompanhou as
tendências no skate e hoje parece que você achou seu caminho. Como foi essa
busca por identidade? Foi um caminho natural?

Foi naturalmente mesmo. Quando eu comecei a andar de skate em 2001,
morava no gueto, não tinha referencias, videos nem nada, apenas meus
amigos, um caixote e corrimão que fizemos para andar na rua. Só fui ter contato
com algo mais forte quando meus pais se separaram e comecei a colar
no Carandiru todo dia, onde conheci o Murilo Romão, que
considero minha primeira referência, me fez querer aprender
wallrides e wallies.

Mas tive uma fase negra após isso, em torno dos 16 anos; quebrei o braço, me perdi em uns roles errados, andava de skate sozinho, depois
voltei a andar com o Murilo, o que me deu sede de evolução, e graças a
ele também, participei das minhas primeiras “missões” de rua,
pra filmar com os caras do “Rotina Studio”, que fizeram
o vídeo “Seleção Natural”, onde foi minha primeira aparição
num vídeo de skate. Através do vídeo conheci o
Jr Pig, que me despertou interesse por transições e posso dizer que ele
foi meu primeiro “patrocinador”, pois quando eu não tinha nada, ele
me dava tudo que eu precisava, peças, tênis e, claro, incentivo.

Por
essas e por outras sou eternamente grato a esse cara, que considero como
um irmão, depois disso houveram outras pessoas muito influentes na minha vida,
como o Xaparral, Loriato e muitos outros, que me ajudaram a evoluir meu skate e
minha personalidade, para chegar onde estou hoje, obrigado meus patrocínios a
todos que fizeram parte dessa caminha, quem é sabe!

image

Foto de Marcelo Simões

Como é ser um bowl skater em São Paulo?

Não me considero um “bowl skater”, eu me considero
“skatista”, sem rótulos, gosto de andar em qualquer terreno,
onde o skate passar, eu estarei em cima!

Porém,  tive uma fase,  que começou uns 5 anos atrás, onde me
internei nas transições, pois fiquei fascinado com algo que era novo pra mim e
me proporcionou uma evolução muito rápida, por já ter uma base
de Street, realmente são paulo não oferece muito em questão
de bowls, na época então, era bem escasso, hoje em
dia já melhorou muito!

E como é ser isso em Floripa?

Floripa hoje em dia é referencia quando falamos em Bowls, tanto
nacional, como mundialmente, tem muitas pistas de alto nível por
la, devido a construta RTMF, que difundiu essa cultura, então é um prato
cheio pra quem está procurando evolução nas transições. Sem dúvida me ajudou
muito!

 

 Você está morando em Florianópolis agora…
Isso se deve ao seu tipo de skate?

Eu resolvi morar em Floripa por vários motivos, bowls, amigos,
qualidade de vida e também por estar mais perto de Porto Alegre.

Como é a cena de lá?

A cena de Floripa, especialmente do bairro Rio Tavares, é muito lega. Nos anos 90 alguns caras começaram essa parada do “RTMF”, que é como
uma “comunidade”, onde a maioria vive fazendo o que ama, seja skate,
surf, musica, arte, desse modo rola uma vibe irada, devido a qualidade de vida
que isso gera, além da energia boa que a ilha já tem por si própria!

No Street tem a galera da “Trinda Times” que
tem construído vários obstáculos “DIY” na quadrinha e na pista
que é meio tosca, deixando ela muito melhor,  parabéns a todos
envolvidos!

Em algum momento você foi tirado no skate?
Tanto por street skater quanto por vert riders?

Não diria “tirado”, mas sem duvida rola um estranhamento de
alguns caras no street, pois acham que sou “bowlzeiro” ou
“verticaleiro”, mas eu passei a maior parte da minha vida andando na
rua, e nas poucas vezes que andei em vert, sempre ficou nítido que aquele não é
meu “habitat” natural… hahah

image

Vert ou rua, o Peter anda muito em tudo! 50-50 usando a rampa pra chegar até a barreira! como visto em https://vimeo.com/126848162 foto de Haruo Kaneko

Fala um pouco sobre a YERBAH e como foi seu
primeiro contato com os caras até entrar no time?

A primeira vez que eu vi os shapes e os caras da YERBAH, foi em 2012 no
evento “Skate Generation” no bowl do Pedro, desde
então já achei muito foda os gráficos, o role do Marlon e Leo
“Nego”, estilo, atitude. Me identifiquei com a marca logo de cara e
aos poucos fomos ficando cada vez mais amigos, até que fui pra Porto
Alegre em 2013, participar de dois campeonatos e me dei bem nos dois, até passei
meu aniversario por lá, então nesse ponto já havia fortalecido muito
minha amizade com toda galera, inclusive com os donos da marca.

Até que um
deles me perguntou se eu não queria entrar para YERBAH, foi tentador, mas no
momento eu representava uma marca de shape de SP e não quis ser um otário
com o dono da mesma, mas disse ao dono da YERBAH que gostava muito da marca,
que precisava de um tempo para me resolver. Aí pra complicar mais ainda, outras
2 marcas me fizeram propostas, mas eu considerei que a YERBAH era meu lugar,
apesar de não oferecer um suporte tão grande quanto as outras, por
ser uma marca de “fundo de quintal” como o dono me falou, eu
senti que era a escolha certa e não me arrependo em nada,  hoje tenho
a honra de fazer parte dessa marca, que considero como uma família!

Pra terminar no clichê: quais os planos futuros?

Muito skate sempre!
Agradecimento especial: Yerbah Decks, Balboa Skateshop, Haiiz, thunder e Spitfire (Plimax).

 

 

Amém!

Veja mais do Pedro Volpi aqui:

 

“YERBAH – VIGOR EM SER RUIM” (2015):https://vimeo.com/125672750https://vimeo.com/126493762
https://vimeo.com/127963547

 

“Balboa X Shibuya” (2015):https://vimeo.com/132425893

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