Como Brian Anderson se tornou ainda mais incrível

A gente sabe que no skate temos algumas questões sociais mal
resolvidas. Por mais que pregamos ser uma “família”, muitas vezes esse termo é
botado em xeque quando o assunto é aceitar e respeitar o diferente. Skatista é
machista, preconceituoso e homofóbico e muitas vezes é tudo isso sem nem saber
que está sendo.

Já falamos aqui no Trocando Manobras sobre a
homossexualidade no skate,
então por que voltar a esse assunto? Por que alguém se assumir homossexual no
skate precisa ser noticiado? Por um simples motivo que muitos não entendem: o
skate é para todo mundo.

Recentemente a internet skatística virou de cabeça para baixo quando Brian Anderson assumiu, em entrevista à VICE, sua homossexualidade. Assista ao vídeo:

 

O fato de um cara como o B.A., que é um dos skatistas mais
respeitados do mundo, que já foi campeão mundial e já teve o título de Skater
of The Year pela Thrasher, ter se assumido homossexual reacende uma discussão
que por muitas vezes fica limitada às rodas de conversa e esbarra em
preconceitos absurdos do tipo: “nada contra, só não andaria com ele”. E é
contra esse discurso velado de ódio que precisamos falar sobre esse assunto,
porque (não se assuste com a declaração a seguir) NÃO TEM NADA DE ERRADO EM SER
GAY; O ERRADO ESTÁ EM SER PRECONCEITUOSO.

Outra reação que nos preocupa muito é a de “e daí que ele é
gay? Ele anda muito, então tudo bem”. Então se ele não fosse skatista não
estaria tudo bem? Estamos falando do Brian Anderson mas e aquele amigo seu
prego que também anda de skate e é gay? Imagine você o que esse cara não passa
quando chega na sessão e os “camaradas” falam “ah, mas você é bicha” quando não
acerta uma manobra. Acreditem, isso acontece e MUITO.

Então o fato do B.A. ter se assumido homossexual foi
importante por DIVERSOS motivos: nos trouxe uma luz no fato de que o skate é
para todo mundo e que todo mundo, sem exceção, pode ser skatista. O respeito
acima de tudo tem que prevalecer. Se você escolhe amarelo e a pessoa azul,
vocês podem se relacionar perfeitamente se ambos se respeitarem; sim, é simples
assim! Não é engraçado alguém ser chamado de gay pejorativamente; ser gay não
diminui ninguém em nenhum momento. Essa revelação do Brian faz a gente repensar
várias atitudes e refletir sobre como enxergamos e discutimos o skate e se
fazemos isso só para um grupo limitado de pessoas ou se estamos conseguindo
abranger a todos que curtem e andam de skate de verdade.

Respeitamos o Brian Anderson, compartilhamos nas redes, mas
somos os mesmos na sessão? Espero que sim. Espero de verdade que essa abertura
de cabeça geral e essa visão livre de preconceitos se perpetue não só nas belas
e utópicas redes sociais, mas também nas ruas e pistas do mundo todo. Obrigado e
seja feliz sendo você mesmo, Brian Anderson!

imagem via @waybad

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