O Park Series de cada um

Aconteceu no meio do feriado do dia 1 de junho o primeiro Vans Park Series brasileiro com a pista nos moldes certos para o campeonato. O parque Cândido Portinari na zona oeste paulistana agora abriga o bowl da etapa brasileira da competição e nos últimos dias 1 e 2, foi palco de vôos, grinds e muito mais. A gente esteve lá e, pra quem não foi, essa é nossa visão do VPS.

Antes de mais nada, é preciso dizer que a Vans fez um puta trampo legal. Tanto na pista que está linda quanto nas atividades que circundaram o Park Series de São Paulo, tudo estava bonito de ver. Fora da pista, brincadeiras valendo brindes, carrinhos de comida e até uma mini ramp faziam a cabeça de todo mundo. Dentro, no bowl, brasileiros e gringos andaram MUITO. Quem sentou nas arquibancadas pra ver o skate competitivo, teve noção do quanto isso está em alto nível.

Alguns pontos:

 

Skate feminino: as mulheres estão andando MUITO. A japonesa Sakura Yosozumi levou pra casa o primeiro lugar mostrando um rolê bem técnico, daqueles de quem fica horas treinando em mini rampa manobras de copping. O switch blunt era dela, não errou nenhum! Em segundo, Yndiara Asp surpreendeu, mas não pelo seu nível de skate, que é alto, mas sim porque pouco antes de começar a final, a brasileira caiu de um jeito esquisito e bateu a cabeça, deixando todo mundo preocupado. Mas nem isso foi suficiente pra impedir que ela desse um rolezão e entrasse no pódio.

Alguns outros destaques:

– o apoio da torcida pra Yndiara foi algo diferente pra quem está acostumado com campeonato de skate somente com skatista. Talvez esse seja algo comum daqui pra frente já que o skate estará nas olimpíadas? (Já vamos falar disso em outro tópico abaixo!).

– A americana Brighton Zeuner de 14 anos ficou com o terceiro lugar mostrando um rolê monstro, com muito flow e estilo. Outra americana que foi “crowd pleaser” foi a Nora Vasconcellos, sempre com muito carisma e muito skate no pé, sendo uma das únicas que flipou na volta e uma das únicas que voltava de fakie o grind passando o love seat da pista. Ela é sinistra.

Teve também esse momento fofo da Nora capturado pelas lentes da Cem

Luiz Francisco: Luizinho foi a sensação masculina do campeonato. Suas voltas eram cheias de energia e ele foi dono do boneless mais alto na 45. O moleque botava o skate quase no peito e jogava o boneless lá em cima, com vontade, fazendo todo mundo ficar de boca aberta. Ele não ficou no pódio, mas pra torcida presente ali, ele ganhou com certeza. O pódio, porém, ficou assim: Tom Schaar em primeiro, Pedro Barros em segundo e Tristan Rennie fechando o trio.

E fora, isso, que semana pra ele hein? Acabou de lançar uma parte pela Cemporcento para a DC! Assista: 

 

Olimpíadas: O Vans Park Series é o campeonato que molda a modalidade Park nas olimpíadas, então ver esse tipo de pista construída aqui no Brasil nos faz crer que não existe ponto sem nó. Apesar da Vans já ter dito que uma coisa não tem a ver com a outra e que a pista é para as etapas brasileiras do VPS, fica evidente que o momento é oportuno para quem quer ser atleta olímpico. Hoje, depois do campeonato, a pista está lá de graça pra quem quer se aventurar nas paredes altas e treinar suas linhas em alto nível, já que ela não é fácil. Com certeza dali vai sair alguém bom e vai ser uma promessa futura para competições desse tipo.

WhatsApp Image 2018-06-04 at 18.07.21

Mas teve cerveja antes, durante e depois (hehehe). 

Torcida brasileira: Ah, o ponto alto do Vans Park Series: o brasileiro. A gente tem o dom de ser mais louco, mais empolgado e diferente de tudo que os gringos já viram. A torcida na final então, foi coisa pro Jeff Grosso voltar pros EUA lembrando e dando risada (no bom sentido). O vencedor Tom Schaar disse que foi a maior torcida que ele já viu!

Exemplos:

– Karl Berglind era o nome mais desconhecido do público presente e, nem isso, fez com que a galera não deixasse de curtir o moleque. Para isso, o jeito foi outro: ele, que usa óculos redondos iguais ao Harry Potter, ficou com o apelido do bruxo. Em sua volta, a galera gritava “Harry, Harry, Harry” e isso chamou atenção até dos moleques que participavam do campeonato. Josh Borden e Clay Krener entraram na onda e rachavam o bico toda vez que o Karl ia pra pista.

– Teve “ola”, vuvuzela e a galera vibrando por qualquer coisa. Teve tudo!

– Quando era vez de brasileiro na pista, a torcida se empolgava. Seja você fã disso ou não, o brasileiro empurrava seus conterrâneos na hora da volta e isso era notável. Skate não é isso? Pois talvez isso esteja mudando nessa era de grandes competições, goste você ou não.

 

A próxima etapa do Vans Park Series acontece no Canadá dias 13 e 14 de julho, mas pode ter certeza que não vai ser tão carismática quanto essa passagem brasileira.

 

Para saber mais sobre o Vans Park Series e ver o vídeo oficial do evento, acesse: http://www.vansparkseries.com/

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: