O skate é força coletiva

A palavra “collabs” (do inglês, colaborações) não é um termo desconhecido no vocabulário do mercado de skate mundial; muito pelo contrário, é algo comum e muito bem vindo. Se pensarmos historicamente, talvez a primeira mais famosa tenha sido dos caras da crew de Dogtown e da skateshop Zephyr, de Venice, nos Estados Unidos, que viriam a formar os Z-Boys, o time famoso da skateshop que mudou a cara do skate mundial.

Essas junções de forças quase sempre tiveram focos bem comerciais, criando produtos que convergem dos estilos e ideias das partes envolvidas, mas isso não quer dizer que isso é algo negativo ou pejorativo das collabs. Apesar do lado do capital, essas uniões tendem a fortalecer ambas as partes, trazendo novas pessoas para perto das ideias e crescendo-as de forma que possam atingir seus públicos e passarem suas mensagens.

Aqui no Trocando Manobras gostamos de acreditar que as collabs trazem sempre bons frutos, já que juntam-se ideias e criam-se laços não só comerciais, uma vez que os fãs da marca X podem virar fãs da marca Y se essas criarem coisas juntas. 

Não é à toa que nossa primeira camiseta, há alguns anos, foi com a Paviment Company e nosso primeiro shape é com a Lodo Boards. Além de querer crescer juntos, existe também o fator de acreditar nessas marcas e conhecer as pessoas que têm sonhos parecidos com os nossos. Isso foi e é importante pra caramba nas nossas relações. 

Com a pandemia e com o caos financeiro e mercadológico que vivemos, existe um caminho bem mais aberto para colaborações e junções de ideias, já que estamos meio que todos no mesmo barco. Adicione isso à tecnologia que liga o mundo todo na palma da mão e temos gratas surpresas nesse momento tenso: quem diria que, por exemplo, as calças da Mycrocosmos Pants iriam vestir a galera da Magenta ou que a Venture faria trucks com skateshops européias, assim como a Element fez shapes de skateshops brasileiras? 

São esses exemplos que ajudam a dar um respiro extremamente necessário no momento atual e fazem entender que a força coletiva nunca esteve tão presente quanto hoje no skate. A gente pode sim fazer acontecer sozinho, mas as collabs mostram que a o poder coletivo é algo que o skate sempre vai precisar. 

Mas voltando ao artigo, existe um erro ao pensar que só as collabs com marcas já estabelecidas ou grandes nomes do mercado mundial fazem a sua crew ou a sua ideia bombar. Claro, essas contas matemáticas batem, sim, mas não é só de super collabs que se vivem os negócios: é importante também criar relações com marcas/crews/mídias/ideias que sejam menores e independentes porque assim as duas têm maior possibilidade de crescerem juntas.

Uma collab com a Nike ou com a Vans pode ser muuuuuito foda pro seu negócio? Pode, claro. Mas uma collab com a marca do seu amigo ou com uma crew que você gosta pode botar todo mundo no mesmo mapa que você já habita e isso é importante não só para sua marca, mas pra cena em que você está inserido(a).

Na história do skate já vimos infinitas collabs que deram super certo e que fizeram os lados envolvidos bombarem de vários jeitos, seja financeiramente ou ideologicamente e por isso é importante ressaltar esse lado de que essas colaborações são super importantes no nosso universo. Seja sua collab com uma marca gigante ou com uma crew de amigos próximos, faça e veja como o poder coletivo pode ajudar nessa atividade tão individual que é andar de skate. 

Première do Museu All Day, um vídeo local e coletivo com a colaboração da Secret Spot Skatehop

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