Sagaz, Marujo e arte de várias formas

Ano passado o skatista multifunções Vitor Sagaz apresentou alguns singles musicais de seus últimos trabalhos. Não era só um mais um álbum porque cada single contava uma história e cada uma delas apresentava sua própria capa.

Dentre elas, uma nos chamou atenção pelo reconhecimento: Mateus “Marujo” foi um dos artistas convidados e seu desenho estampou a música “Eu Boto Fé”, além de outros produtos que vieram depois. Realmente, a parceria entre o Sagaz e o Marujo não parou ali no single.

Mateus Gomes, o Marujo, é um ilustrador que, aos poucos, vai ganhando nome e força no mercado de skate brasileiro. Ele já fez trampos para a Tupode, para a Lodo Boards e agora para a Diet Skateboards. Sim, o desenho que ele fez para a música do Vitor Sagaz extrapolou o digital e ganhou vida nos shapes que patrocinam o skatista. 

A gente conversou com os dois sobre essa parceria e você confere o papo agora:

Primeiro, o Marujo:

TM: Como você conheceu o Sagaz?

Marujo: Em Mongaguá! Na real eu o conheci andando de skate por ali e ele sempre foi muito sangue bom. Inclusive partiu dele o convite pra fazer um desenho pro som “Eu Boto Fé. 

E teve algum pedido especial nessa ilustra?

O briefing foi a própria música. Tentei passar para o papel o que ele fala na letra. Primeiro eu fiz a arte do álbum, que virou camiseta, até chegar no pessoal da Diet e a gente fazer shape! 

Foi super legal, o filho dele se reconheceu no desenho e ele tem uns 5, 6 anos… Isso foi bem da hora!

 

Essa foi a arte do Mateus que ilustrou o shape da Diet do Vitor Sagaz

Agora, o Sagaz, que além de falar dessa relação com o Marujo, falou sobre as outras ilustras e sobre fazer música:

TM: Como surgiu a ideia de fazer um álbum em 2020?

Sagaz: Essa ideia começou em 2017, quando senti a vontade de musicalizar algumas das poesias que fazem parte do livro “SkatePoesia” mas o primeiro single saiu em 2019. Se chama A Máquina do Tempo, tem o clip no meu canal no YouTube e está em todas as plataformas musicais. 

Quais são os artistas presentes nos singles? Como foi o processo que você passou pros caras criarem em cima das músicas?

O produtor musical é o Fernando Alves conhecido como @Alqmiztah, ele é um irmão skatista, multi instrumentista e canta que nem um passarinho. Me deu várias aulas de como cantar, e apresentou amigos que tocaram e somaram em algumas músicas. No início foi no home Studio dele, depois começamos a gravar no Hataka Studios, do irmão Fabio Hataka, que também somou para fazer acontecer. 

Fizemos um som do meu Avô onde uma tia minha, filha do meu Vô cantou o refrão, ficou uma mistura de samba com rap com muito sentimento envolvido. Nessa música também rolou o baixo do irmão Bruno Bisteca dedilhando seu baixo no samba… Sensacional! Ah, e os riscos do monstro das pick-ups meu mano DjSouJazz mantendo a cultura viva e fortalecendo a essência.

O single “Eu Boto Fé” virou camiseta e depois shape. Como foi esse corre de transformar uma arte do álbum em produto de skate?

Essa música ganhou um clip produzido pelo Jerri Rossato Lima, onde nós fomos da ONG Social Skate, e produzimos com eles, uma espécie de dia a dia, com a galera que a gente bota fé no corre. Foi um dia de muita troca e diversão, fazendo coisas simples mas que fazem a diferença na comunidade. 

O skate faz parte da minha essência, e não tem como não misturar, a poesia, a música e o skate.

O shape veio para marcar essa união. Troquei uma ideia com o Marujo na época, um artista que admiro, e ele abraçou a ideia, me abençoando com esse desenho que representa a família, que é quem fortalece a minha fé e me ajuda a me manter de pé. 

O clipe do Sagaz na Social Skate é esse acima!

Você é um cara que faz muitos projetos de várias vertentes. O quanto o skate influencia nesses outros corres da sua vida?

A vida é uma escola para todos que estão vivos, e cada um acha o seu professor, o seu caminho e as suas referências. Eu conheci o skate em 1985, mas só consegui ter o meu em 87, ou seja, eu era uma criança que passou 2 anos pedindo um skate por já saber o que queria pra vida. 

Depois que ganhei o skate, aprendi o caminho pra onde ir e conseguir as peças, então tudo o que eu tinha de valor virou skate. A minha bicicleta e o meu Atari vendi para comprar as peças, e ele nunca mais saiu do foco da minha vida. Por isso acho que é bem fácil de ver o skate nas coisas que faço.

Quer ouvir os sons do Sagaz e ver as outras ilustras do projeto? Entra no perfil dele do Spotify agora!

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