Um papo sobre o BREXVIDEO

Em uma tarde de skate no Museu do Ipiranga, um cara de dreads e com cara de gringo estava pulando a escada do Monumento da Independência. Era o John Kosch, realmente gringo, americano, que impressionava todo mundo dando aquele ollie massivo lá pra baixo do Museu. 

Tinha uma barreira de linguagem, afinal, o cara não falava português e a gente por aqui só arranha no inglês. Mas tudo bem, deu pra trocar ideia com ele e ficar mais próximo do cara. Outro cara que também ficou próximo do John foi o paulistano Felipe Augusto e a parceria dos caras ficou ainda mais próxima.

Meses depois, o Felipe, em parceria com o John, começam um projeto chamado Brex Supply.

A Brex começa. Chega um time monstro. Sai o vídeo. E, caramba, que vídeo foda! Com partes de Marcelo Batista, Lucas Braga, Juninho Hadriel, Matheus Souza, Wilson Chaves e manobras de vários outros marretas. 

A gente foi atrás do Felipe Augusto pra trocar uma ideia sobre o projeto e sobre o vídeo. Se liga no papo: 

Salve! Se apresenta e apresenta a Brex pra galera.

E aí, mano! Eu sou o Felipe, sou o cara por trás da Brex junto do John Kosch.

Todo skatista tem o pensamento de ter algo relacionado o skate, que represente, que possa ajudar alguém e desde pivete sempre tive uma cabeça empreendedora nessa sentido. Eu já tinha planejado um projeto até. 

Tudo começou quando eu vi o John andando no Museu do Ipiranga, pulando a escada, voando lá pra baixo… Tinha uma certa dificuldade da galera trocar ideia com ele porque ele é americano, mas a gente conversou naquele dia, ficou amigo e começou a trocar mensagens, ficamos bem amigos, mesmo com a distância depois que ele voltou para os EUA.

Quando o John voltou para o Brasil, a gente se encontrou em Diadema, onde sou local, e fizemos uma sessão muito dahora, fortalecendo mais a nossa amizade. Aí veio o covid-19 e a distância de novo, mas a gente continuou trocando ideia e ele me disse que queria investir em algo no Brasil. 

Aí surgiu a ideia de fazermos uma skateshop, trazendo um pouco do mercado americano pra nossa realidade, equilibrando as coisas por aqui, trazendo essa cultura da skateshop americana. 

Antes eu tinha um brechó, vendia umas paradas de skate e o nome da Brex veio disso, dessa junção de brechó e skate, e o John curtiu pra caramba, é uma palavra de fácil assimilação. 

Eu sempre tive ideia de mesclar o old school com a molecada mais nova. A nova geração precisa se misturar com os legends, sempre pensei nisso. Aí trouxemos isso pra Brex, misturando o moderno e o vintage, chegando em algo futurista para nossos logos. 

Tudo foi bem rápido, na real. Logo que a gente abriu, a galera começou a comprar. Foi bem da hora. 

Como vocês chegaram nesse time que vocês tem hoje?

Foi mais fácil do que parece! A gente tem uma visão de ser uma skateshop que não só vende, mas que ajuda. A gente quer levar a ideia de Support Your Local que tem no mercado americano. 

Com o Marcelinho, foi uma parada bem de troca de ideia de instagram, mesmo. Eu vi um stories dele com shape novo, tênis novo, mas os trucks e as rodas bem zoados e meio esse estalo de perguntar se ele queria participar da Brex. 

Eu troquei uma ideia com o John e mostrei o insta do Marcelo pra ele e, obviamente, ele pirou. Aí mandei uma mensagem no insta mesmo para o Marcelinho e pensei “se for pra ser, vai ser”. Ele me respondeu no mesmo dia! 

Hadriel Junior // foto: Gabriel Bill

Você não o conhecia pessoalmente? 

Não, conheci através do insta e ele me respondeu no mesmo dia, foi bem legal! Depois disso foi combinar o que seria legal pra ele andar pra gente e ele estava já na Brex.

Dar uma cota às vezes parece que é muito, mas para um moleque que nem ele que tá voando, não é. Tem que entender a sacada do game do skate, a gente percebeu que não é tão caro ajudar uma molecada. 

Tem skateshop que não ajuda porque não pode, mas porque não quer. A gente, por exemplo, não é uma skateshop rica, estamos começando, nem tem a loja física por causa da pandemia e mesmo assim a gente já consegue fazer por vários moleques.

O Marcelo foi o primeiro que veio pro time e, através dele, veio o Juninho, que foi um moleque que a história dele nos surpreendeu. 

Fizemos um corre pra ter ele com a gente, porque ele não é de São Paulo e logo ele veio pro time da Brex. A gente queria mesmo era que ele fizesse o que ele sabe, que é andar de skate.

O Matheus também veio através do Marcelo e ele é outro cara que eu sempre me pergunto “por que ninguém ajuda esse moleque?” 

As incógnitas do skate, né?

SIm, mano! Bizarro. Sempre troco ideia com ele e fico perguntando por que ele não tá nas marcas maiores, é doido isso. 

Tem outros moleques também, o Marcos Peralta, que ainda não lançou uma parte com a gente. Ele também foi na base da ideia, eu não o conhecia pessoalmente, mas vi andando no Vale e fui trocar ideia e fluiu assim. 

Uma coisa que sinto falta é que a galera das marcas ou das skateshops não estão na rua. Eu zelo muito isso, tento fazer dessa forma com a Brex, estar na rua pra ver o que está acontecendo e mostrando que estou lá, sabe? Isso me fez ter essa credibilidade com os skatistas, sei o quanto é importante estar perto. A gente aproveitou oportundiades que ninguém está aproveitando.

E como foi filmar o BREXVIDEO?

Essa foi um dos planos nossos, de ser uma skateshop que lança partes, tipo lá na gringa. A gente só pensou em fazer acontecer. O Jonh tem contatos na Thrasher e na Transworld e esses caras deram muitos toques pra ele nesse sentido.

O plano era aproveitar a vinda de um mês do John aqui pra São Paulo, filmar esse vídeo e abrir uma loja pra fluir legal e fazer a première lá. Mas no meio do projeto a gente começou a ter o feeling que viria o Lockdown. Eu estava com a caneta na mão pra assinar o aluguel do pico e não fiz porque senti isso. 

Tinha mais gente na equipe até… A gente não tinha experiência nenhuma pra filmar um vídeo de verdade, foi bem na raça. E nisso acontecem coisas naturais como o skatista não dedicar tanto. Acho que tem uma parada foda que a molecada daqui vê os caras da gringa e acha que é só botar um óculos de sol, tomar água de côco e já era, sai uma parte. A gente sabe que não é assim, nem sempre as coisas fluem como a gente quer. 

A gente tinha um mês pra filmar um filme de 10 minutos. Foi exaustivo, tiveram alguns perrengues, o Marcelinho foi correr o STU no período das filmagens, o Juninho se machucou… Eu passaria por experiência de novo só pelo amor pela parada. 

O vídeo teve uma mini-premier em casa para os envolvidos

Mas com um mês vocês filmaram 10 minutos de marreta atrás de marreta. O que vocês conseguem fazer em um ano então? 

Os caras são bons mesmo. Quero destacar o Juninho, achei que a parte dele ia ser até menor e no fim fechou o vídeo. Aquela do cano, feeble passando pra rock, foi muito rápido, tipo de terceira. Ele é faminto por skate. 

A gente desacreditava até. Era um mês de imagem e só de segunda a sexta, porque o John tinha que ficar com a namorada dele no fim de semana. Foi louco! 

Quais os próximos planos da Brex pra 2021?

Se tudo der certo, em Maio o John vem para o Brasil com uns amigos pra ajudar a gente com o vídeo. Até mesmo pra gente manobrar também, né?

O plano é nesse momento a gente fazer outro vídeo, se o covid19 ajudar. A gente quer também fazer acontecer nossa loja física, até pra ser um ponto de encontro mesmo, pra tomar uma água, ver um vídeo… Essas coisas que são essenciais na vivência do skate. 

E pra quem quer conhecer a Brex?

Dá um salve no instagram! Manda uma mensagem pra gente no https://www.instagram.com/brex_supply/.

Assista ao BREXVIDEO aqui:

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