Em 2017 o Trocando Manobras conversou com o Josimar Freire, o Gramboy, e na época a gente focou no lado artístico dele. Seu trampo artístico hoje tem no abstracionismo e no desenvolvimento das séries de pintura a principal plataforma.
Mas hoje, 8 anos depois, a gente vai ver um outro lado, o mais skatista, que está sempre andando, criando videopartes, entendendo que o mais legal do skate ainda é andar de skate. Sua última parte, chamada Assinaturas 2, mescla um pouco de tudo, mas o centro mesmo é o skate, que por sinal é bem andado e bem pensado.
Se liga no papo que a gente bateu com ele:
Salve Gramboy! Como está o skate pra você hoje?
Hoje estou na pegada de andar direto e manter o ritmo, quero desbravar mais o interior e conhecer novos pico.
Está trampando com algo relacionado ao skate?
Em breve vou fazer um catálogo com as pinturas e outras colaborações gráficas que fiz nos últimos anos. Nele vou compilar tanto as pinturas de palavras, que chamo de Texto Simples, quanto os shapes que venho pintando que estão dentro das minhas séries voltadas para o abstracionismo.
Também estou organizando os discos para gravar uma nova mixtape com trilha dos vídeos, sons que estão sempre presentes nos meus sets e são uma das minhas escolas na pesquisa musical.
E no dia a dia, no skate, você anda mais por diversão?
Por diversão e por todas as vivências que o skate proporciona, além da conexão com as outras atividades que desenvolvo na pintura e na música.

Periodicamente você lança algum vídeo ou videoparte. Como é pra você esses registros em vídeo? É algo que sempre rola na sessão ou você sai na saga de filmar e fazer uma parte?
Tem as duas situações. O Assinaturas 1 foi mais um compilado de imagens, não era pra ser parte, mas reunindo vimos que tinha essa unidade das linhas e tricks na parede que representam muito o skate aqui da cidade. Aí fomos desenvolvendo essa concepção e vimos que dava pra montar esse vídeo com imagens que foram gravadas antes da pandemia.
Já o “Skate não é esporte” e “Assinaturas 2” eu fiquei na função, pensando previamente na concepção e em um roteiro de manobras e picos.
Ae tive outras partes mais descompromissadas em vídeos full dos amigos, como no Exaustos, Vernissage, Momentos, Bateção e Paraquedas 1 e 2.
Fora isso, também tenho imagens em vários do André Viana, dos amigos do Rio (Perspectiva, Ruexistencia, HZC, Insolente), em alguns Flanantes e nos vídeos do João Fouraux que fez o Assinaturas 2 comigo.
O que quis imprimir com sua parte? Que ideias achou legal de colocar seja em estética, manobras ou som?
Nessa eu quis seguir explorando bem o que chamamos de assinaturas, que é essa combinação de linhas e tricks usando as paredes. Como aqui não tem muitos picos tradicionais, isso se tornou uma identidade do skate na cidade: paredinhas, linhas grandes e os morros.
Então a ideia foi mais de continuidade e evolução, como nos vídeos anteriores. Nesse eu pintei todo o alfabeto que compõem os créditos, têm a inserção de algumas animações das pinturas e também mostra um pouco da rotina pelas fotos no ateliê, mostrando alguns trabalhos e a interação com os discos.
O primeiro som a gente já tinha decidido há muito tempo, porque é um som que eu sempre toco e que eu e o João piramos. O segundo, quis dar uma diferenciada porque em todas minhas outras partes são sons da década de 60 até o meio da década de 80, que é o período que mais coleciono e pesquiso… Então trouxe um jungle que já é 90s e combina bem com essa textura do chão, da VX e com a sequência de manobras e a experiência de desbravar os picos aqui.
Assista à Assinaturas 2 aqui:
Conheça mais do trampo do Josimar aqui: https://josimarfreire.com/

Que style! Nem li ainda a entrevista, mas só de saber que Trocando Manobras e o mano Josimar Gramboy Freire estão envolvidos. Já tem minha nota 10!
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