SWEET ADVISORY – Girl/Chocolate x DGK

18/12/2012

Essa é uma comparação chula dos últimos vídeos grandes do ano. Podia ter adicionado o Baker nessa comparação, mas aí entraria a minha preferencia pelos meninos do Andrew Reynolds no meio e aí não seria muito justo. Essa comparação é a minha opinião, ok?

Vou comparar as principais partes, quem abre, quem fecha e alguns pontos importantes para mim. Confira:

Intro: os dois vídeos tem intros muito bem elaboradas, dignas de cinema. Os caras da Girl/Chocolate levam uma leve vantagem, pois contam com Spike Jonze na direção do vídeo. Vale a pena destacar a ótima filmagem, enredo e criatividade dos caras da DGK, porém, Girl é sempre Girl. A câmera alta seguindo os caras no início, a festa com papel picado e, depois, mais uma intro… Duas intros e efeitos especiais fazem o Girl ficar com o primeiro ponto, 1×0.

Primeiras partes: Wade Desarmo x Vincent Alvarez: Ótimos nomes para o começo de seus vídeos. Vincent Alvarez é dono de um estilo único e muito legal de assistir, anda em tudo e marreta todos os picos que vê pela frente.

Wade Desarmo ficou muito tempo sem mostrar nada na internet. Lesões e muita imagem deixada para o vídeo fizeram a parte dele ser inédita, tudo o que se viu foi de muita qualidade e estilo.

Vincent contou com três músicas, picos absurdos, muita manobra boa, mas, esse ponto eu vou ter que dar para o DGK. Wade estava muito tempo escondido e quando se mostrou, BOOM! Parte muito boa, estilo que nunca mudou. 1×1.

OG’s: Josh Kalis x Brandon Biebel e Jeron Wilson: Biebel e Jeron Wilson fizeram uma parte conjunta muito única no vídeo da Girl. Os mais gangstas do time, com a música propícia, combinando muito com o rolê dos caras, Rick Ross “Tupac Back”.

Josh Kalis trabalhou bem. Não é a parte mais pesada do Josh em toda sua carreira, de fato, mas o cara tem seu mérito. Fakie Pivot to front foot impossible é digno de comemoração, assim como outras. Porém, esta manobra não é inédita. Parte boa, mas não a melhor do JK.

Ponto pro Girl, Jeron Wilson fez, talvez, sua última grande parte. Se empenhou muito, deu muita manobra boa, técnica e levou o ponto pros caras da Girl. 2×1 Girl/Chocolate.

Garotos: Trunk Boyz x Derrick Wilson, Dane Vaughn, Keelan Dadd e Dwayne Fagundes:

É difícil comparar o sucesso dos Trunk Boyz com qualquer outro grupo de jovens de uma marca. Mas é válida essa comparação, pois são deles as partes mais trabalhadas.

Já vou falar, meu ponto vai pros meninos da Girl. Legal, os caras da DGK andam muito e tem muito futuro. Mas os da Girl andam em todo lugar e isso merece o ponto. É transição, borda, técnica, escada, corrimão… Todos tem um estilo singular. OK, os garotos da DGK são gangueiros, é a identidade da marca, por isso, falar de estilo é meio foda… Mas, na minha opinião, o leque de manobras dos Trunk Boyz é mais extenso.

Quem, para mim, é um cara que quase faz o ponto ir pra DGK, nesse quesito, é Keelan Dadd. Anda muito, anda em tudo e é bastante técnico. Eu não gosto do style que ele põe nas manobras, mas é o jeito dele e minha opinião. Isso não tira o mérito do cara, anda demais, parte muito boa, muito consistente, se fosse para escolher um por um, esse cara teria meu ponto. Mas como estou vendo todos os youngers, leva o Girl, mais uma vez. 3×1.

Ídolos: Rodrigo TX x Marc Johnson: Essa é a comparação mais difícil, para mim. Ambas as partes são excelentes. MJ é um ET. Toda parte desse cara é de cair o queixo. O estilo dele é impressionante, muito clean, muitas NBDs e muita manobra com as quatro.

Só que, do outro lado, tem o TX. Meu favorito. OK, estou pondo meus gostos e opiniões aqui, mas vou dizer o porquê: TX foi e é um dos caras mais importantes para o skate brasileiro. Foi um dos arquitetos do Braza lá nos Estados Unidos, quando o assunto é skate. TX mostrou onde fica o Brasil e, principalmente, mostrou a cidade de São Paulo pros caras. Fora o estilo e a humildade.

Meu ponto é do TX. Podem falar o que quiser, a parte dele é absurda. Pra completar, Mobb Deep. E você achava que seria outra coisa? “I rap like no one out there can fuck with me!”

3×2.

Técnicos: Marquise Henry x Mike Mo: Os dois são conhecidos pela técnica, consistência e estilo no skate. Ambos são ótimos.

Mike Mo me decepcionou, para falar a verdade. Claro que ele é foda, claro que a parte dele foi boa, mas não tudo o que eu esperava. Se você vê o Lakai Fully Flared, você, além de perder a cabeça com a parte dele, se pergunta “o que pode vir a seguir? Já que essa parte foi tão boa”. A resposta foi o Pretty Sweet, e eu me decepcionei. Eu esperava mais de um skatista que tem toda a mídia que tem. É da Street League, um dos caras que tem pro model recente na DC, respeitado e querido por muitos garotos… e até assim você fez manobras em obstáculo feito no chão, Mike Mo? Eu esperava mais. Boa parte, mas não tudo o que eu queria ter visto dele. Fiquei mal acostumado com o Fully Flared.

Marquise, aqui, leva meu ponto. Andou muito, a parte dele é uma das mais legais do vídeo da DGK. Ele nunca foi de ter muita mídia e publicidade em cima. Sempre pareceu ser um cara mais reservado e um dos que menos “se faz”. Base parece de switch, de switch parece de base. Muito style. Marquise leva. 3×3.

Penúltimas partes: Sean Malto x Jack Curtin:

 Essa comparação é legal e os dois têm seus méritos por suas partes. Jack Curtin passou por muita coisa nesses últimos tempos. Entrou até para a Fallen, porém nunca desfez a pose e sempre representou no que se propôs. Sua parte no vídeo não é diferente disso. Não me decepcionou e mostrou como se andar de switch em coisas grandes. Switch flip 50 de back e switch board de back naquela borda branca descendo, ao lado da quadra são exemplos disso. Marretou.

Sean Malto é sinônimo de consistência. Muito bom em corrimãos descendo, me surpreendeu com as linhas que apresentou. Me pegou de surpresa também em vídeos de linhas filmadas via Iphone, no decorrer das gravações do Pretty Sweet. Para mim, neste vídeo ele mostrou um Sean Malto desconhecido, que fugiu do simples e abusou da base para tentar coisas novas. Muito foda, e a última, Overkrooked nollie flip é de quebrar as pernas. Malto leva. 4×3 Pretty Sweet.

Últimas: Guy e Koston x Stevie Williams: OG’s, mestres, bosses etc. Todas essas definições são válidas e merecidas.

Pra começar, fica uma leve decepção. Eric Koston não ter parte, apenas algumas manobras na parte do Guy Mariano. Será que ele está guardando para algum vídeo da Nike? Eu acredito que sim, mas esperava mais dele, até pelo que tem feito nos últimos anos. Koston sempre se mostrou moleque e disposto a andar de skate. Os vídeos do Berrics e outros veículos da Internet mostravam ele sempre marretando, mas não teve uma parte inteira, uma pena.

Stevie Williams mostrou como se faz uma lenda. Pegou a última parte do vídeo da sua marca para si e botou pra baixo. Stevie mostrou que ainda tem muito para andar de skate e que sabe muito. Anda de switch como poucos, tem manobras de borda que só ele sabe e tem o pop. Esse negão tem o pop! Switch heel to switch manny pulando a borda no Macba, em Barça não é para qualquer um. Pesado!

O que falar da parte do Guy Mariano? Não, peraí, deixa eu arrumar: o que MAIS falar da parte do Guy? É o SOTY do povo. Guy merecia o prêmio máximo do skate esse ano por essa parte. Só isso já explica o quão maravilhosa a parte foi. Muita manobra nunca antes feita (NBD) e muito gás deixaram o experiente Guy fechar o Pretty Sweet como se fosse um garoto. Como é bom ver Guy Mariano afim de andar de skate e soltando as mais pesadas. E a última manobra? Nossa senhora…

Eu considero um empate. Ambos mereceram a última parte. Aliás, merecem muito mais que isso. São skatistas que vão ter seus nomes ecoados para sempre. Lendas!

Com o empate, fica tudo igual, 4×3 Girl.

Considerações e votos finais:

Quero destacar o enredo do vídeo da DGK. A historinha criada pelos Ghetto Kids foi muito bem elaborada e apresentada. Os garotinhos mandaram muito bem e representaram a gangueragem.

Outro destaque positivo ao Parental Advisory é a identidade da marca. Os caras da DGK nunca se deixaram levar por modas e tendências. As calças largas, preferencias por manobras de borda e as gigantescas camisetas mostraram que aquele foi um verdadeiro vídeo gangsta.

Com esse ponto, os caras da DGK empatam o jogo: 4×4.

Já para o lado da Girl/Chocolate, quero destacar o conjunto da obra. Um grande parabéns a todos os envolvidos nesse projeto. A ânsia pré-vídeo valeu a pena, foi uma grande produção. Porém (sim, tem um porém), esse vídeo não respondeu algumas coisas. O que foi a pouca quantidade de manobras dos caras mais velhos do time? E cadê metade do time da Chocolate? Devine Calloway e Anthony Pappalardo? Nem sinal e nem referência de seus nomes. Muito estranho e muito chato, para mim. Eu, que sempre fui fã desses caras, fiquei decepcionado.

Por fim, empate. Quem saiu vencendo mesmo fomos nós, skatistas que esperaram ansiosamente os vídeos serem lançados e divulgados. Foi um ótimo ano para o skate, em todos os aspectos e, nos vídeos, não podia ser diferente.

Obrigado por ter lido até aqui. Se o mundo não acabar, estou de volta terça que vem!

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