Para todos – a entrevista com Michael Dread

Em uma tarde agradável de outono, sentei para trocar ideia com Michael Dread, 22 anos, local do Museu do Ipiranga e vocalista/dono da banda S.O.S. Reggae, sobre como estão seus corres, a música e o skate. Confira:

Eai Michael, o que veio primeiro, o skate ou o reggae?

O skate. Pra ser mais específico, quando eu descobri um, veio outro junto justamente porque a primeira vez que tive contato com o skate e com a música foi no Museu do Ipiranga, em um campeonato da Red Bull de half-pipe e logo no meio da ladeira do Parque da Independência estava o palco de shows. Isso foi em 2000 ou 2001, eu tinha 10 anos. Meu pai me levou, fomos eu, ele e meu irmão. Quando eu vi, falei: “nossa!”. Teve Potencial 3, Apocalipse 16, O Rappa, e pertinho do palco estava o half com o skate estralando! Foi ali que eu vi o mundo fora da minha casa, sem ser na TV, no desenho ou no videogame. Ali eu descobri a realidade, o mundo, skate, música…

Depois, com 11, 12, 13 anos, eu já estava andando de skate e na adolescência segui mais pelo caminho do skate, ia para campeonatos, andava sempre.

Quando foi em meados de 2006, quando estava com 16, 17 anos, tive um impacto maior com a música, me deparei indo fazer um som. Quando me dei conta, virou uma carreira, comecei a compor, gravar e as portas foram se abrindo, tudo foi acontecendo e hoje a música é meu trabalho!

Qual foi a primeira vez que você pensou: “nossa, estou fazendo música de verdade!”?

Foi em 2009 em um show do Sensimilla Dub. Um dos primeiros shows em que eu cantei mesmo, um show para mais de 500 pessoas, subir no palco e cantar. Quando eu cantei a música, saí do palco, falei: “É isso!”, tá ligado?

Daí em diante fiz várias participações com eles (Sensimilla Dub) mas sempre quis ter a minha banda. Queria deixar a minha mensagem, né mano?  Foi aí que o negócio ficou sério mesmo e, a partir disso, montei a S.O.S. Reggae, em 2010 e estamos aí até hoje. Já fazem 3 anos… Estamos gravando o segundo CD, trabalhando para ser uma parada concreta.

E esse nome “S.O.S. Reggae” tem alguma coisa a ver com o skate?

Na íntegra não muito, devido ao momento. Foi mais uma sensação diferente, porque quando eu conheci o reggae, mudou a minha vida, entendeu? É uma parada de “socorro”, não apenas de eu querer o reggae para a minha vida, mas o mundo pedindo um ‘S.O.S.’, né mano? Todo mundo pedindo socorro, tá ligado? Difícil vai ser a pessoa que vai chegar e falar: “estou cem por cento bem, está tudo ok!”. Isso é muito difícil, raro mesmo.

É S.O.S, mano, S.O.S. Reggae, S.O.S. amor… é isso aí. O mundo vive um S.O.S.

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Michael no Parque da Independência

Como está seu dia-a-dia?

Atualmente está bem mais corrido para o lado da música, de uns tempos pra cá as coisas aconteceram de uma maneira bem oficial, tudo bem concreto no mundo da música, eventos, shows. É um momento de correria, estar nos eventos que são importantes para o lado da música mesmo, fazendo participações e as vezes nem é com a S.O.S., as vezes são participações eu sozinho. Com a minha banda, estamos no estúdio gravando nosso segundo CD e o nome vai ser “Para Todos”. O momento é esse: de gravação e mantendo nossa música viva!

O que é o skate para você hoje?

É um amor. Momento de lazer. Momento de por a alma e o espírito no lugar. O skate faz parte de mim, tá ligado? A hora que encaixa o corpo com o skate é tipo um DNA se formando (risos). Faz a fusão! O skate hoje para mim é meu lazer e minha paixão. Se tiver um tempo livre vou pegar e vou andar, venho para o Museu, para a rua, para a Saúde (pista), em qualquer lugar.

Quais os planos futuros?

O meu, como pessoa, é poder continuar trabalhando na honestidade, fazendo o que eu amo. De uns tempos para cá isso se tornou um sonho, quero continuar sendo cantor, compositor. Mas sempre falo, queria ser skatista, né? (risos). Mas a vida me mostrou um caminho diferente, não só de profissão, mas até mesmo um lado espiritual, de deixar uma coisa boa pro amanhã, sabe? É o que eu falo: um dia a gente vai falecer, mas alguma coisa nossa vai ter que ficar viva aqui, entendeu? Minha missão é essa, deixar alguma coisa boa, uma mensagem, até mesmo uma música, uma letra, que seja.

Continuar trabalhando, no futuro fazer bastantes shows, fazendo cds que estamos gravando… E o skate sempre junto! Não vou subir com ele no palco, mas sempre que eu tiver um horário livre, onde eu estiver se der para levar o skate, eu vou levar e andar!

Mas o foco é outro, o futuro é trabalhar, fazer bastante show e manter o reggae vivo. Depende da gente também. É uma parada que a gente tem que levar a sério, fazer de coração, pelo reggae. É pelo reggae, é pela mensagem, não é por mim, é o meu trabalho.

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Para conhecer mais sobre Michael e a S.O.S. Reggae, acesse:

http://noudrags.wordpress.com/2013/05/20/sos-reggae-disponibiliza-seu-ep-agradeco-para-free-download/

http://www.facebook.com/sos.reggae.7?fref=ts

https://soundcloud.com/sosreggae

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