Olimpíadas 2020 e a morte da individualidade do skate

Sim, você está olhando para isso. Esses são os uniformes da seleção brasileira olímpica de skate para Tokio 2020.

Que teria uniforme a gente sabia. Talvez não quisesse acreditar a princípio. Mas no fundo sabíamos.

A Nike, o patrocinador oficial do skate brasileiro nas Olimpíadas apresentou os uniformes de algumas seleções olímpicas e a vestimenta brasileira vem com referências ao Rio de Janeiro e cores tropicais.

Desenhado por Piet Parra (pelo menos o designer é do skate), o uniforme traz opções de camisetas, shorts, meias, calças, mas todas feitas pela Nike.

Aí começam as dúvidas:

  • Se o skatista não for patrocinado pela Nike, ele poderá usar seu patrocínio de roupas na hora da competição?
  • Adesivos no skate: vai poder colocar qualquer um?
  • E se a mina for patrocinada por outra marca de tênis? Pode usar como as atletas de futebol usam marcas diferentes dos patrocinadores de vestimenta?
  • E se a skatista quiser usar uma camiseta de banda? Pode?

Tendo quase certeza que todas essas respostas são um belo e sonoro “não”, a gente já brocha com aquilo que já deixa a gente brochado.

A vestimenta do skatista é algo tão pessoal, tão único, que a gente não gostaria de ter isso padronizado em uma competição de skate, seja ela qual fosse.

Vocês que apoiam o skate olímpico vão me desculpar, mas se você gosta de skate de verdade, sabe o quanto é importante a individualidade de cada skatista até mesmo na hora de se vestir.

Falar que “são as normas das Olimpíadas” ou “o skate não pode ser diferente de outros esportes” vai totalmente contra o que é skate. O skate quebra normas e é diferente de outros esportes SIM!

A roupa é referência. É uma coisa que copiamos. É algo pessoal e totalmente único. Se você pensa no Dylan Rieder, você pensa na roupa. Se pensa no Tom Penny, pensa na roupa. Se pensa no Rogerio Ragueb, pensa em como ele se veste.

É algo intrínseco à personalidade de cada skatista e, nas Olimpíadas, eles vão padronizar até isso.

Já não basta todo mundo ter que andar igual ao Nyjah, agora todo mundo tem que se vestir igual a ele.

Mas tudo isso você já sabia: o skate curioso e peculiar que você se apaixonou não está nas Olimpíadas.

Apesar do título pesaroso desse artigo, o skate pessoal e subjetivo ainda persiste. Ele está nas ruas e pistas das cidades ao redor do mundo colocando super bonder nos  tênis e pegando shape meia vida pra continuar a fazer o que importa: andar de skate sem nenhuma regra.

 

4 Comments

  1. A versão estampada é apenas uma das várias opções que cada Skatista da delegação vai poder escolher ou não. Tem outras de cores únicas mas tbm não importa. Não vai mudar nada no Skate livre nosso de cada dia. Muito exagerado “a morte da individualidade do Skate”. Além disso não há surpresas, em se tratando de olimpíada é desse jeito que acontece. O Skate entrou, ponto. Skate sempre e cada um que escolha o seu. Livre e simples assim.

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    1. Fala Bruno! É justamente desse aspecto livre que queremos falar aqui! Quanto mais as Olimpíadas “moldam” os rumos do skate, inclusive nas roupas, menos seremos livres e originais.

      É claro que o core sempre vai existir, mas talvez em menor número, assim como tem sido.

      Nada morre porque ainda estamos aqui. Mas muito se muda e tem sido diferente há tempos.

      Obrigado pelo comentário e nos siga nas redes sociais para mais conteúdos cri-cri do skate! hehe

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