MJ made me cry

25/03/2013
Tem certas partes de vídeo que trazem algo além do que só a, normal, visualização do skate alheio. Tem partes que dão emoção, fazem rir ou chorar, ficam na memória e são levadas no inconsciente por nós.

Marc Johnson. Toda parte dele é como um filme, pode levar do riso ao choro em segundos, cair queixos e trazer aquela cara de “não acredito” em poucos momentos. A edição, escolha de músicas e, principalmente, o estilo do MJ são aspectos que arrepiam, diferentes de várias outras partes em que só andar de skate é o principal.

A enorme parte dele no Lakai – Fully Flared, por exemplo. O que é aquilo? Quem não chorou? Quem não sentiu a pele arrepiar quando começou a terceira música? Us, do She Wants Revenge? Aquilo foi demais pra mim. Eu não consigo assistir essa parte normalmente. Não é só mais uma parte qualquer pra mim. É um mix de admiração, felicidade e uma pontinha saudável de inveja que me faz, toda vez que assisto à essa parte, ficar grudado na tela e atento a cada detalhe.

Anos passam e Marc Johnson solta mais uma parte: Girl/Chocolate – Pretty Sweet. O vídeo caminha bem até que começa David Bowie, no tom mais emocionante já visto em um vídeo de skate. Tudo conta, até o jeito de dobrar a calça e mostrar a meia branca. O cara é um artista, o corpo grita sentimentos e o skate obedece, gentilmente, a cada ordem. Perfeição.

E antes que alguém pense “ah, mas é o Marc Johnson!”, não precisa ir muito longe para encontrar casos parecidos, não. Ryan Sublette faz isso também. Conheci esse cara através de amigos e a sensação ao ver os vídeos é a mesma: cai uma lágrima no canto do olho. A escolha de músicas, estilo do cara e a edição dão o tom de filme, um algo a mais naquilo tudo. Genial.

Mark Suciu. Em uma cerimônia simples na Philadelphia, Mark casou-se com o estilo e tiveram a mais perfeita e mais feliz união já vista no mundo. A parte dele lançada pela Thrasher no início de 2012, chamada Cross Continental mostra como o casamento foi perfeito. A primeira música traz lágrimas aos olhos dos mais desatentos. Quem estiver apenas ouvindo a música e não vendo o vídeo achará que é mais um filme de amor e realmente é. Mark é um exemplo de como, até mesmo, o jeito de remar é escolhido cuidadosamente para casar com todo o estilo possível. União perfeita.

A parte do Daniel Marques no BEATS bate no coração também. Cot, que música é aquela? Me passa depois! A edição, as manobras, o style… tudo em perfeita harmonia. Emocionante pra quem vê e deve ter sido emocionante pra quem fez, também.

Se nada disso desse tópico de discussão fez sentido pra você que está lendo esse texto, sinto muito. Acho que o skate bate muito mais forte nos meus sentimentos e me traz mais do que apenas admiração. Não sou melhor, nem pior por esse motivo. Mas acho que curto muito mais quando assisto a um vídeo de skate.

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