Alguns pontos do porquê do cherry ser tão legal

24/03/2014

Recentemente, saiu o vídeo “cherry” da marca Supreme. Era um vídeo com uma expectativa muito grande em cima, tanto pela marca, que é uma das marcas mais conceituadas há algumas décadas, quanto pelos skatistas que participam no filme. Bill Strobeck foi o responsável por traduzir em vídeo as ideias da Supreme e saiu muito legal. Mas muito legal, mesmo! Esses são alguns pontos do porquê deste vídeo ser tão interessante:

Gonz: Esse é o ponto mais fácil de explicar. Só de ter Mark Gonzales no projeto, o negócio já é interessantíssimo. Tê-lo, não só, andando de skate, mas também agindo como Gonz, são pontos que deixam qualquer vídeo bom de ser assistido.

90s: O “cherry” trouxe um aspecto totalmente anos 90 na produção. A escolha do “preto e branco” para colorir as imagens de skate é uma característica marcante nas produções do Bill Strobeck, e no cherry não foi diferente. O “PB” remete, sim, à vídeos antigos e dá um ar vintage à qualquer produção.

New York também remete muito aos anos noventa. Os moleques da marca sendo gangsta pra caralho, as músicas utilizadas, as imagens das cidades, as mulheres… Esse vídeo realmente captou a alma dos vídeos da última década do século passado.

Bill Strobeck: Como já falei dele, vale a pena também realçar o trabalho do diretor e editor William Strobeck (Bill é um apelido). O “preto e branco”, a edição cheia de cenas de lifestyle e de “hijinx” (que são cenas fora do skate, aquelas de briga, mulheres e situações cotidianas) e as imagens que aparecem nos “quadrados” no meio da tela, são características que o Bill sempre usou. Sua última grande parte, no “Transworld: Cinematographer’s Project” é recheada desses elementos também.
Neste vídeo da Supreme, além das imagens, a trilha sonora também ajudou bastante. De Wu Tang Clan a INXS, New York estava muito bem representada sonoramente. Bill mandou muito bem!

Jason Dill, Guy Mariano, Anthony Pappalardo, Dylan Rieder, Alex Olson, AVE, Andrew Allen… : com caras desse nível no video, precisa de mais alguma coisa? Mas tem mais coisa! Os moleques da Supreme representaram, também. Parece que a Supreme tem a manha de escolher jovens negros skatistas, os moleques são muito bons!

É muito bom ter vídeos como esse da Supreme. As grandes produções mais recentes estavam muito chatas. Quer um exemplo? Nem os caras da Girl aguentaram o Pretty Sweet: BA e Alex Olson entenderam que a fase tinha acabado e saíram da marca. O cherry trouxe de volta um ar mais cru e descompromissado com “ganhar dinheiro e ser politicamente correto” dos vídeos atuais. Temos gente fumando maconha, mendigos sendo “entrevistados”, manobras no meio do caos urbano, skatistas brigando com pessoas comuns, garotos chavecando meninas… Ou seja, um vídeo de skate de verdade, sem frescura! O cherry é legal pra caralho!

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