2014 e as coisas legais que rolaram

05/01/2015

2014 foi mais um ano agitado no skate, como tem sido em todos os últimos anos. Não podemos negar a forte movimentação que o skate anda tendo não apenas no número de praticantes, como mercadologicamente. Muitas coisas ruins aconteceram, como o adeus de algumas marcas “core” e atitudes bem feias de skatistas de todo mundo, mas o saldo é positivo quando botamos na balança com as coisas boas que rolaram no ano passado. Muitas manobras e partes boas, skatistas novos surpreendendo e velhos conhecidos dando o sangue pra acompanhar a evolução do skate atual.

Hoje, no Trocando Manobras, você vai ver uma lista escolhida por nós para as coisas mais legais que aconteceram em 2014.

Começando pelos vídeos, não podemos deixar de citar os filmes nacionais que estrearam ano passado e mostraram que a gente não deve mais nada para ninguém. Temos peças, temos skatistas, times, temos videomakers, edições, temos tudo. O Uni.Versus da Agacê e o Interferência da Future são a prova de que o skate nacional tem sua força. Produções de altíssimo nível, com o skate acompanhando essa pegada. As partes do Cotinz e Akira Shiroma no Agacê e as partes de JN Charles e do Bruno Aguero no Future são de cair o queixo.

Lá fora, os vídeos gringos também não deixaram por menos. Teve o Cherry, da Supreme, com direção de Will Strobeck e um skate puro e moderno ao mesmo tempo. Teve também o Oververt, da enjoi, com partes muito divertidas; o Outliers da Transworld Skateboarding, com Brad Cromer fechando o vídeo a là Heath Kirchart; A série Static, que apresentou o IV e V para nós, com partes de lendas do skate como Quim Cardona e Jahmal Williams, além de partes animais de Jake Johnson, Ben Gore, Yonnie Cruz, Brian Clarke etc. Ah, teve até o lançamento do tão esperado (e decepcionante após a estreia) vídeo da Plan B, o “True”. Verdadeiro por verdadeiro, preferimos ficar com o “True Blue” da Dekline, que também estreou em 2014.

Ainda falando sobre vídeos, é legal citar aqueles que saíram sem fazer muito alarde e acabaram se tornando os vídeos favoritos de todos. O “Gone Fishin” da Expedition One saiu quase no fim do ano e pegou todo mundo de surpresa com partes de todos os skatistas do time. Que bom que é ver uma parte do Richard Angelides de novo! Teve também o Flip 3, com partes dos três moleques do time (Louie Lopez, Alec Majerus e Curren Caples) que, apesar de não mudar a vida de ninguém, foi legal ver parte desses caras. E teve o (pessoalmente) favorito do Trocando Manobras do ano de 2014, o “Destination Unknown” da AntiHero, que fez todo mundo querer pegar as malas e ir viajar para andar de skate com os amigos.

No ano passado também pudemos ver amadores que gostamos muito passando para profissional e profissionais tendo seu reconhecimento em nomes nas peças. JN Charles passou para profissional pela Future Skateboards, Murilo Romão teve um pro model de rodas pela HoneyPot e, acredite ou não, o Maninho teve uma roda assinada pela Kohe Wheels. A Crail botou nomes nos eixos de Leticia Bufoni e de Emanoel Enxaqueca, dando-lhes models e festas merecidas! Lá fora, Al Davis passou para profissional pela Habitat Skateboards (que quase faliu, diga-se de passagem) e Taylor Smith se profissionalizou pela Foundation Skateboards, além de várias outras passagens para pro.

E os amadores que você nunca ouviu falar mas que te deixaram sem entender nada? O que falar do Felipe Oliveira e as partes dele chamadas “Look Dat Shit”? LOOK DAT SHIT MESMO! O moleque é sinistro demais e antes desse ano, você conhecia ele de longe, como um cara da Bahia que andava bem de skate; hoje ele é seu amador preferido do Brasa e ponto final. E aquela parte do Will Dias voltando as manobras com um pé só? O Will é foda. Sempre foi. Melhor mano, melhor personalidade, skatista de verdade. Não deve nada pra ninguém, pode fazer o que quiser, o skate dele mostra toda a verdade que ele precisa. O Victor Sussekind é outro que pegou todo mundo de surpresa, andando em tudo e marretando todos os terrenos, da terra ao asfalto. Lá fora, os moleques do bowl ajudaram a fazer a luz dos holofotes voltarem a brilhar nas piscinas e nas transições. Ronnie Sandoval e Raney Beres, além de Rick Fabro e a galera da Welcome Skateboards fizeram todo mundo querer andar em transições, com shapes diferentes, trucks mais largos e boneless pra lá e pra cá. Ah, em 2014 teve também as partes do Jordan Sanchez, tanto pela Boulevard como a intro dele na Welcome, fazendo você ir querer treinar natas spin usando os Converse Chuck Taylor.

Para finalizar, a gente viu aqui em São Paulo, principalmente, picos e pistas foram reformados. A tradicional Pista da Saúde, na Zona Sul paulistana teve sua parte de cima totalmente reformulada, ganhando mais transições, uma parede de tijolinho e um chão melhor. A tradicional Praça Roosevelt, no centrão de SP também ganhou uma reforma, ou melhor, ganhou uma skateplaza. A parte inferior da praça ganhou uma parede de wallride, cantoneiras nas bordas, palco de manual e corrimãos redondos em todas as escadas.

2014 foi legal pra caralho. Muita coisa aconteceu, como você pode ter visto e todas elas te fizeram querer sair pra andar de skate. Isso foi o mais importante. Que venham anos parecidos com esse, mas sem marcas que a gente gosta precisarem ir pro saco para outras nada a ver comandarem a bagaça toda. Valeu 2014!

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