2021 – O que de melhor aconteceu no skate brasileiro

O ano de 2021 foi marcante para a história do skate mundial. Teve de tudo, coisa boa e coisa ruim, premiados e premiações e hoje a gente vai tentar lembrar das coisas que foram mais marcantes para o skate nacional neste ano. 

Vale lembrar que em 2021, ao contrário do que a gente imaginava, o maledeto do Covid-19 ainda está entre nós e suas variações se fazem frequentes e presentes. Então muita das coisas aconteceram ou de forma online ou de forma tímida, porque ninguém aguenta mais esse troço. 

CBSK

2021 começou com várias notícias envolvendo a CBSK e a profissão skatista: a Nike terminou a parceria com a entidade, deixando todo mundo confuso, afinal pouco tempo antes, os uniformes olímpicos haviam sido anunciados, mas posteriormente e a gente ia ver os skatista olímpicos usando esses mesmos da marca norte-americana. 

Teve também o anúncio da profissão “atleta de skate” reconhecida em carteira pelo Ministério do Trabalho, o que mostrava que, apesar da conquista perante à Classificação Brasileira de Ocupações, não era algo novo no Brasil, já que marcas registram seus skatistas desde os anos 80. 

A CBSK ainda fez seu primeiro Congresso Brasileiro de Skate no fim do ano, patrocinado pela Loterias Caixas e com 5 painéis de diferentes temas e convidados variados. 

Ações Sociais

Esse foi um ano também em que vimos alguns projetos sociais crescendo e impactando a vida de mais pessoas. Nossos destaques são a Love CT, ONG Social Skate e a crew da Ademafia, que fizeram diversas ações de diferentes portes em suas comunidades, influenciando positivamente na vida de muitas pessoas. Mas como o próprio Sandro Testinha, da Social Skate, diz: existem várias ONGs e projetos sociais relacionados ao skate no Brasil inteiro e merecem tanta atenção quanto os comentados aqui. 

Foto: Facebook Social Skate

Campeonatos

Esse ano a gente viu uma volta tímida de alguns campeonatos do calendário nacional. Tímida não por falta de força, mas pela incerteza dos vírus que ainda estão entre nós. Mas mesmo assim tivemos o Red Bull Skate Generation, que agitou não só o encontro de gerações, como as etapas Layback de amadores do bowl que aconteceram durante o ano todo.  

Também tivemos o Matriz Skate Pro ON, que é o icônico campeonato da Matriz Skateshop, mas dessa vez de forma online, valorizando videopartes e fotografias de skate. Foi bem legal porque foi a primeira vez que as mulheres tiveram uma participação bem maior e mais igualitária em um dos campeonatos mais importantes do Brasil. 

Nesse ano também tivemos os vídeos do Desafio de Rua da CemporcentoSKATE, que apesar de ter acontecido ano passado, só foram lançados a partir de março de 2021. 

Outro campeonato bem louco que rolou foi o STU Miniramp Pro Attack no Rio de Janeiro. 

Crews

Com muitas marcas diminuindo suas operações por conta da pandemia e por conta do momento político e econômico brasileiro, a gente viu as crews tomando a frente das produções e fazendo coisas muito legais, de vídeos a meter a mão na massa nos picos. 

Assista ao vídeo do Trocando Manobras e saiba quais vídeos brasileiros achamos mais legais! 

Além das produções audiovisuais, vale falar também das crews que fizeram os trampos DIYs pelo Brasil inteiro: Mirante da Lapa, Ruativa, QuadrESPRA, Galpão, Praça XV, East Dogs, Prafinha, Viaduto Pompeia, Resistência Crew, entre muitos outros coletivos que fizeram acontecer nas cidades do Brasa. 

Skate Feminino

Mais um ano em que o skate feminino se mostrou presente, ativo e crescente no Brasil. De Rayssa Leal nas olimpíadas a força dos coletivos nas ruas do Brasil inteiro, as mulheres mostraram que o caminho é só pra frente! As minas estão andando MUITO! 

Um salve enorme para os coletivos das Divas Skateras, Britneys Crew, Cafelinas, Batateiras Skate Girls, Skate Minas e todos os outros que fazem acontecer! 

Olimpíadas

E por falar em Rayssa Leal, esse foi o ano em que o skate fez sua estreia como modalidade Olímpica e muita gente conheceu o skate através dos Jogos Olímpicos. Felipe Gustavo foi o primeiro skatista da história a andar nas Olimpíadas e outros brasileiros também fizeram história com medalhas. 

 A gente falou sobre o Efeito Rayssa Leal aqui no Trocando Manobras, mas vale a pena repetir: a repercussão olímpica não seria igual se fosse outra pessoa além da Rayssa.

Uma criança se divertindo andando de skate pode mudar o mundo! 

Foto: Julio Detefon

Trucks

Um dos mercados mais aquecidos esse ano foi o de trucks, com o lançamento de duas marcas novas: a Level e a Sense, essa segunda dos mesmos caras por trás da Matriz Skateshop. Ambas já têm em seus times skatistas de peso! 

E por falar de peso e de trucks, a Crail Trucks fez 30 anos e se mantém ainda como um pilar forte do skate brasileiro. Vida longa, Crail! 

Trocando Manobras

Ah, essa parte aqui é uma auto-promoção, mas vale porque esse ano teve um monte de coisa legal:

E o ano que vem o Trocando Manobras faz 10 anos, hein? Fica de olho que tem um monte de coisa legal por vir! 

Premiações Brasileiras

No fim do ano tiveram duas premiações dos melhores do ano no skate: STU Awards e Prêmio CemporcentoSKATE Melhores do Ano Loterias Caixa. Ambos os prêmios não só visavam valorizar skatistas, mas também crews, DIYs e a indústria de skate de maneira geral. 

Marcas gringas fazendo trampo por aqui

O ano começou com duas marcas de tênis gringas chegando ao Brasil e iniciando seus trabalhos com times e modelos de tênis feitos aqui: a Fallen e a STRAYE. Infelizmente só a segunda sobreviveu até o fim do ano, mas vale valorizar o belo trabalho que a STRAYE vem fazendo no Brasil, com um time (que eles chamam de Família) de peso e incentivando várias ações de skate no Brasil todo. 

Além disso, a Vans e a Converse continuaram seus ótimos trabalhos no Brasil, com times que não pararam de crescer e trazendo inovações e novos modelos nas suas grades. Essas duas são hoje, sem sombra de dúvida, as marcas que mais impactam no skate brasileiro. 

Atualizações nas marcas

Teve muita coisa acontecendo!

Bruno Nones entrou pra Hocks, Murilo Peres e Ariadne entraram na Vans, Vitoria Mendonça entrou para a Element, Luigi Cini e Felipe Felix passaram para pro, Crobelatti e Wilton entraram para a Tupode, Felipe Oliveira teve colorway na Converse, Kemily Suiara na Posso!, Nick Dias, Naccaratto e Gui Silva na Mycrocosmos etc.

A lista é grande e convidamos vocês a entrarem nas páginas de notícias do Black Media e da Cemporcento para saberem de tudo! 

Novo Vale

Esse foi o ano em que vimos o Vale do Anhangabaú passar por sua reforma. A luta dos skatistas foi enorme e, sem ela, talvez não veríamos mais skate naquela região, que é uma das mais famosas do skate brasileiro. 

Obrigado Murilo Romão, Klaus Bohms, Raphael Murolo, Marcelo Formiga e todas as demais pessoas que possibilitaram o skate continuar a ter seu lugar no Vale do Anhangabaú! 

Como resultado, vários vídeos surgiram do local, do documentário Valeros a várias crews filmando por ali. 

Foto: Flanantes

Podcasts e conteúdos

Esse foi um ano em que a gente viu um monte de gente fazer conteúdos legais no skate brasileiro. De conversas em podcasts a zines impressos em casa, teve tudo. 

A VISTA lançou o Conversas Cretinas, um podcast do Flavio Samelo. A CemporcentoSKATE fez mudanças no No Ar e virou também um podcast com vídeo e áudio. O eusouskatista fez várias lives com diversas pessoas do skate brasileiro no instagram. Teve o Impulso Criativo da Dabba, além do Bigspin Bulletin que foi a melhor newsletter do ano. A Black Media soltou várias conversas ao longo do ano. 

A gente também soltou uns episódios do Trocando Manobras Cast e você pode ouvir no Youtube ou no Spotify

Maiores destaques

E terminando essa lista (que está longe de contemplar TUDO o que aconteceu de legal no skate brasileiro, a gente sabe disso) a gente quer destacar duas pessoas que foram muito além em 2021: 

Felipe Nunes e Rayssa Leal! 

Felipe, um paraskatista, que fez uma porrada de coisa legal esse ano, de lançar pro model pela BirdHouse a ser um dos finalistas do SOTY da Thrasher e a Rayssa, que impactou o mundo todo andando de skate nas Olimpíadas e fez a gente ver um boom de pessoas andando de skate em picos brasileiros. 

Foto: Vans

Esses dois são nossos destaques em 2021, mas tudo que está nessa lista foi vencedor de alguma forma, afinal viver de skate no Brasil é uma tarefa árdua e, infelizmente, que vira para poucas pessoas. 

Então mesmo se você não estiver nessa lista mas fez pelo skate em 2021, obrigado por existir e por manter a chama do skate acesa onde você estiver! 

Nos vemos em 2022 🙂 

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